Palestra promovida pelo Comitê do Hospital Amigo do Idoso reuniu especialistas para discutir qualidade de vida, autonomia e o papel de cada pessoa na construção de um envelhecimento saudável.
O que queremos fazer quando chegarmos aos 80 anos? A pergunta conduziu as reflexões de uma palestra realizada nesta quarta-feira (14), no mezanino do Hospital de Base, em alusão ao Outubro Prateado. A atividade foi promovida pelo Comitê do Hospital Amigo do Idoso.
O encontro contou com a participação da Dra. Isabela Suetugo e do Dr. Guilherme Anchieta, que abordaram as perspectivas do envelhecimento e a importância de construir hábitos que favoreçam a saúde e a qualidade de vida ao longo dos anos.
A discussão também trouxe um olhar histórico sobre o tema. Em 1982, a Organização das Nações Unidas realizou a primeira Assembleia Mundial sobre o Envelhecimento, ampliando o debate internacional sobre as questões relacionadas à população idosa. No Brasil, o Estatuto da Pessoa Idosa foi instituído em 2003, estabelecendo direitos e reforçando a importância da proteção e da dignidade dessa população.
Embora as discussões sobre o envelhecimento tenham avançado nas últimas décadas, o desafio permanece: como garantir que viver mais também signifique viver com saúde, autonomia e bem-estar?
Durante a palestra, os especialistas destacaram que parte desse caminho está nas escolhas cotidianas. Ler, praticar atividade física, cultivar relações familiares e reservar tempo para atividades prazerosas são exemplos de hábitos que contribuem para a qualidade de vida e dependem também do envolvimento de cada pessoa com o próprio cuidado.
O encontro foi encerrado com a participação do Dr. João Roberto Antônio, de 88 anos, que compartilhou sua perspectiva sobre o valor do tempo e a importância de aproveitá-lo.
“Se existe algo que a gente não consegue comprar nunca, mas tem pra gastar sempre, é o tempo. Então temos que aproveitá-lo!”, refletiu.
A iniciativa do Comitê do Hospital Amigo do Idoso reforçou o convite do Outubro Prateado: olhar para o envelhecimento não apenas como uma etapa futura, mas como um processo que começa a ser construído hoje, por meio do cuidado com a saúde, das relações e das escolhas feitas ao longo da vida.











